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Regras do método sociológico (As)

A sociologia não deve tomar partido entre as grandes hipóteses que dividem os metafísicos. E menos ainda afirmar mais a liberdade do que o determinismo. Tudo que ela pede que lhe concedam é que o princípio de causalidade se aplique aos fenômenos sociais. Além disso, esse princípio é por ela apresentado não como uma necessidade racional, mas somente como um postulado empírico, produto de uma indução legítima. Uma vez que a lei da causalidade foi verificada nos outros reinos da natureza e que, progressivamente, ela estendeu seu domínio do mundo físico-químico ao mundo biológico, e deste ao mundo psicológico, reservamo-nos o direito de admitir que ela seja igualmente verdadeira para o mundo social; e é possível acrescentar hoje que as pesquisas empreendidas com base nesse postulado tendem a confirmá-lo. Mas a questão de saber se a natureza do vínculo causal exclui toda contingência nem por isso está resolvida.

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Resumo

Sumário

Ficha técnica

Especificações

SumarioApresentacao da colecao, 13
Prefacio a primeira edicao, 15
Prefacio a segunda edicao, 19
Introducao, 35
Estado rudimentar da metodologia nas ciencias sociais.
Objeto da obra.
Capitulo I – O que e um fato social?, 37
O fato social nao pode ser definido por sua generalidade no
interior da sociedade. Caracteres distintivos do fato social:
1) Sua exterioridade em relacao as consciencias individuais.
2) A acao coercitiva que ele exerce ou e capaz de exercer
sobre essas mesmas consciencias. Aplicacao dessa definicao as praticas constituidas e as correntes sociais. Verificacao
dessa definicao.
Outra maneira de caracterizar o fato social: o estado de independencia em que ele se encontra em relacao as suas manifestacoes individuais. Aplicacao dessa caracteristica as praticas constituidas e as correntes sociais. O fato social se generaliza porque
e social, em vez de ser social porque e geral. Como essa segunda
definicao se encaixa na primeira.
Como os fatos de morfologia social se encaixam nessa mesma definicao. Formula geral do fato social.
Capitulo II – Regras relativas a observacao dos fatos sociais, 48
Regra fundamental: Tratar os fatos sociais como coisas.
I – Fase ideologica pela qual passam todas as ciencias e no
decorrer da qual elaboram nocoes vulgares e praticas, em vez de
descrever e de explicar as coisas. Por que essa fase deveria ser
ainda mais longa em Sociologia do que nas outras ciencias. Fatos
emprestados a sociologia de Comte, a de Spencer, ao estado atual
da moral e da economia politica e que mostram que esse estagio
ainda nao foi ultrapassado.
Razoes para supera-lo:
1) Os fatos sociais devem ser tratados como coisas porque
sao os dados imediatos da ciencia, ao passo que as ideias,
das quais eles devem ser o desenvolvimento, nao sao diretamente dadas.
2) Todos eles tem os caracteres da coisa.
Analogias entre essa reforma com a que recentemente transformou a psicologia. Razoes para esperar, no futuro, um rapido
progresso da sociologia.
II – Corolarios imediatos da regra precedente.
1) Eliminar da ciencia todas as prenocoes. Do ponto de vista
mistico que se opoe a aplicacao dessa regra.
2) Como constituir o objeto positivo da pesquisa: agrupar
fatos segundo seus caracteres exteriores comuns. Relacoes
entre o conceito assim formado com o conceito vulgar.
Exemplos dos erros aos quais se esta exposto por negligenciar ou nao aplicar corretamente essa regra: Spencer e sua
teoria da evolucao do casamento; Garofalo e sua definicao
do crime; o erro comum que recusa uma moral as sociedades
interiores. Que a exterioridade dos caracteres que entram
nessas definicoes iniciais nao constitui um obstaculo as explicacoes cientificas.
3) Alem disso, esses caracteres exteriores devem ser os mais objetivos possivel. Como proceder: apreender os fatos sociais pelo lado em que se apresentam isolados de suas manifestacoes individuais
Capitulo III – Regras relativas a distincao entre o normal e o
patologico, 75
Utilidade teorica e pratica dessa distincao. Ela deve ser cientificamente possivel para que a ciencia possa servir na direcao
da conduta.
I – Exame dos criterios habitualmente empregados: a dor
nao e o sinal distintivo da doenca, pois faz parte do estado de saude; nem a diminuicao das chances de sobrevivencia, pois as vezes
e produzida por fatos normais (velhice, parto etc.), e nao resulta
necessariamente da doenca; alem disso, esse criterio e na maioria
das vezes inaplicavel, sobretudo em sociologia.
A doenca distinguida do estado de saude como o anormal
do normal. O tipo medio ou especifico. Necessidade de levar em
conta a idade para determinar se o fato e normal ou nao.
Como essa definicao do patologico coincide, em geral, com
o conceito habitual da doenca: o anormal e o acidental; por que
o anormal, em geral, constitui o ser em estado de inferioridade.
II – Utilidade na verificacao dos resultados do metodo precedente buscando as causas da normalidade do fato, isto e, de sua
generalidade. Necessidade de realizar essa verificacao quando se
trata de fatos relativos as sociedades que nao consumaram sua
historia. Por que esse segundo criterio so pode ser empregado de
forma complementar e em segundo lugar.
Enunciado das regras.
III – Aplicacao dessas regras a alguns casos, principalmente a
questao do crime. Por que a existencia de uma criminalidade e um
fenomeno normal. Exemplos dos erros que se cometem quando esssas regras nao sao seguidas. A propria ciencia torna-se impossivel.
Capitulo IV – Regras relativas a constituicao dos tipos
sociais, 100
A distincao entre o normal e o anormal implica a constituicao de especies sociais. Utilidade desse conceito de especie,
intermediario entre a nocao do genus homo e a de sociedades particulares.
I – O meio de constitui-los nao e elaborando monografias.
Impossibilidade de se obter sucesso por esse caminho. Inutilidade da classificacao que seria assim construida. Principio do metodo a ser aplicado: disting
ISBN9788532660862
Dimensoes13.7cm x 21.0cm x 0.8cm
Edicao1
NrPaginas160

especificação

AutorEmile Durkheim,
ColecoesSOCIOLOGIA
Apresentação da coleção, 13
Prefácio à primeira edição, 15
Prefácio à segunda edição, 19
Introdução, 35
Estado rudimentar da metodologia nas ciências sociais.
Objeto da obra.
Capítulo I – O que é um fato social?, 37
O fato social não pode ser definido por sua generalidade no
interior da sociedade. Caracteres distintivos do fato social:
1) Sua exterioridade em relação às consciências individuais.
2) A ação coercitiva que ele exerce ou é capaz de exercer
sobre essas mesmas consciências. Aplicação dessa definição às práticas constituídas e às correntes sociais. Verificação
dessa definição.
Outra maneira de caracterizar o fato social: o estado de independência em que ele se encontra em relação às suas manifestações individuais. Aplicação dessa característica às práticas constituídas e às correntes sociais. O fato social se generaliza porque
é social, em vez de ser social porque é geral. Como essa segunda
definição se encaixa na primeira.
Como os fatos de morfologia social se encaixam nessa mesma definição. Fórmula geral do fato social.
Capítulo II – Regras relativas à observação dos fatos sociais, 48
Regra fundamental: Tratar os fatos sociais como coisas.
I – Fase ideológica pela qual passam todas as ciências e no
decorrer da qual elaboram noções vulgares e práticas, em vez de
descrever e de explicar as coisas. Por que essa fase deveria ser
ainda mais longa em Sociologia do que nas outras ciências. Fatos
emprestados à sociologia de Comte, à de Spencer, ao estado atual
da moral e da economia política e que mostram que esse estágio
ainda não foi ultrapassado.
Razões para superá-lo:
1) Os fatos sociais devem ser tratados como coisas porque
são os dados imediatos da ciência, ao passo que as ideias,
das quais eles devem ser o desenvolvimento, não são diretamente dadas.
2) Todos eles têm os caracteres da coisa.
Analogias entre essa reforma com a que recentemente transformou a psicologia. Razões para esperar, no futuro, um rápido
progresso da sociologia.
II – Corolários imediatos da regra precedente.
1) Eliminar da ciência todas as prenoções. Do ponto de vista
místico que se opõe à aplicação dessa regra.
2) Como constituir o objeto positivo da pesquisa: agrupar
fatos segundo seus caracteres exteriores comuns. Relações
entre o conceito assim formado com o conceito vulgar.
Exemplos dos erros aos quais se está exposto por negligenciar ou não aplicar corretamente essa regra: Spencer e sua
teoria da evolução do casamento; Garofalo e sua definição
do crime; o erro comum que recusa uma moral às sociedades
interiores. Que a exterioridade dos caracteres que entram
nessas definições iniciais não constitui um obstáculo às explicações científicas.
3) Além disso, esses caracteres exteriores devem ser os mais objetivos possível. Como proceder: apreender os fatos sociais pelo lado em que se apresentam isolados de suas manifestações individuais
Capítulo III – Regras relativas à distinção entre o normal e o
patológico, 75
Utilidade teórica e prática dessa distinção. Ela deve ser cientificamente possível para que a ciência possa servir na direção
da conduta.
I – Exame dos critérios habitualmente empregados: a dor
não é o sinal distintivo da doença, pois faz parte do estado de saúde; nem a diminuição das chances de sobrevivência, pois às vezes
é produzida por fatos normais (velhice, parto etc.), e não resulta
necessariamente da doença; além disso, esse critério é na maioria
das vezes inaplicável, sobretudo em sociologia.
A doença distinguida do estado de saúde como o anormal
do normal. O tipo médio ou específico. Necessidade de levar em
conta a idade para determinar se o fato é normal ou não.
Como essa definição do patológico coincide, em geral, com
o conceito habitual da doença: o anormal é o acidental; por que
o anormal, em geral, constitui o ser em estado de inferioridade.
II – Utilidade na verificação dos resultados do método precedente buscando as causas da normalidade do fato, isto é, de sua
generalidade. Necessidade de realizar essa verificação quando se
trata de fatos relativos às sociedades que não consumaram sua
história. Por que esse segundo critério só pode ser empregado de
forma complementar e em segundo lugar.
Enunciado das regras.
III – Aplicação dessas regras a alguns casos, principalmente à
questão do crime. Por que a existência de uma criminalidade é um
fenômeno normal. Exemplos dos erros que se cometem quando esssas regras não são seguidas. A própria ciência torna-se impossível.
Capítulo IV – Regras relativas à constituição dos tipos
sociais, 100
A distinção entre o normal e o anormal implica a constituição de espécies sociais. Utilidade desse conceito de espécie,
intermediário entre a noção do genus homo e a de sociedades particulares.
I – O meio de constituí-los não é elaborando monografias.
Impossibilidade de se obter sucesso por esse caminho. Inutilidade da classificação que seria assim construída. Princípio do método a ser aplicado: disting

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